domingo, 11 de abril de 2010

Ma petite (grande) joue.

Em janeiro do ano passado, minha mãe engravidou. Confesso que fiquei receosa por vários motivos principalmente pelo fato de ter sido justamente no ano do meu vestibular, ou seja, um bebê em casa me atrapalharia bastante. E pior, ele iria nascer em outubro, um mês antes das provas. E assim aconteceu. Contudo, no dia do seu nascimento, eu tive uma surpresa.Não saberia eu que um serzinho tão pequeno, tão frágil, iria me trazer uma alegria TÃO grande, tão de Deus ao vê-la pela primeira vez. Nesse momento percebi a força de seu nome. Tive a certeza de que Ana Vitória iria me trazer sim, uma vitória. Iria ser sim, uma vitória. Senti necessidade de protegê-la, de estar com ela. E passei a amá-la tanto que tive a certeza de que ela não me atrapalharia. Ao contrário, ela me estimulou, me deu mais força de vontade para que um dia eu pudesse lhe contar essa história. Eu passava o dia estudando e quando chegava em casa, era como se descarregasse todo o estresse ao vê-la acordada, de 22:00, esperando eu cantar a musica que fiz pra ela e em seguinda, dormir tranquila.
Graças a Deus, deu tudo certo e eu passei no vestibular. Confesso que além de feliz pelo sentimento de dever cumprido, fiquei feliz por poder dar esse exemplo a ela.
Hoje ela está com quase 6 meses e é a coisa mais linda vê-la descobrindo o mundo, aprendendo, entendendo mais a cada dia. É a coisa mais linda do mundo acordar com ela mechendo no meu cabelo, apertando meu nariz, querendo abrir meu olho a força. É a coisa mais linda vê-la abrindo os braçinhos pra eu pegá-la no colo e se recusar a ir pra outra pessoa me agarrando. É a coisa mais linda vê-la tentando conversar comigo, tentando fazer com que eu a entenda. E estou conseguindo, my little. Espero que nossa cumplicidade só cresça.

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