sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Sobre soltar os pesos e largar os fardos

Despretensiosamente, hoje eu recebi uma lição. Bem pertinente, diga-se de passagem. 

Hoje eu escutei que, muitas vezes, a gente abraça tanto as nossas dores, mas tanto, que a gente chega a se apegar à elas. E um ato tão simples como largá-las pelo caminho nos parece assustador. Contraditório, sim. Afinal, quem não irá optar por caminhar mais leve, sem pesos desnecessários? É o que queremos! Mas o apego ao já conhecido (mesmo que mais pesado) desperta em nós o medo do novo. Largar a bagagem pesada pela estrada, portanto, é um ato de coragem e, sobretudo, um convite à felicidade.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

As vezes, você reclama da escuridão, mas é você mesmo quem aperta o interruptor e apaga a luz

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

FELIZMENTE, meu avô ainda é fortemente presente nos meus dias. O que ele pensaria, como reagiria, o que gostava, como me abraçava, e até seus defeitos. Sinto falta de cada um deles. Sinto falta do meu avô como se me faltasse um dente na frente. Essa semana, mais uma vez, avistei Tio Otoniel. Travada no mesmo lugar por alguns minutos, de longe eu o vi envelhecido e fiquei pensando se vovô estaria também com uma aparência mais velha. Que vontade de mexer no seu cabelo de novo e escutá-lo cantando bem alto as músicas de Roberto. Que saudade de ser acordada com um copo de suco de laranja, mesmo sendo mais cedo que o despertador. Eu juro que não iria reclamar mais disso. Nunca mais. Que saudade da maior cumplicidade que já tive nessa vida, do melhor cuidado e do amor da sincero.